Do OC – Nesta segunda-feira (16), data em que é celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, o Observatório do Clima lança o relatório analítico da 13a coleção de dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa). O documento mostra que as emissões brutas de gases de efeito estufa do Brasil caíram 16,7% em 2024 em relação a 2023 — a segunda maior queda da série histórica iniciada em 1990. O recorde ainda é de 2009, quando o recuo foi de 17,2%.
As emissões líquidas — que descontam as remoções por áreas protegidas e vegetação secundária — também diminuíram. A queda foi de 22%, percentual que fica atrás apenas de 2009, quando a redução chegou a 24%. As quedas estão relacionadas à diminuição do desmatamento. A Amazônia e o Cerrado, por exemplo, registraram redução de 32,5% nas emissões por mudança de uso da terra. Entre todos os biomas, apenas o Pampa apresentou aumento, de 6%.
Apesar da redução no desmatamento, a mudança de uso da terra mantém o Brasil como o quinto maior emissor de gases de efeito estufa do planeta. Os incêndios florestais de 2024, se fossem computados no inventário oficial (o Brasil não faz isso), dobrariam as emissões líquidas por mudança de uso da terra.
Nos demais setores da economia, houve queda de 0,7% nas emissões da agropecuária, enquanto energia teve alta de 0,8%, processos industriais cresceram 2,8% e resíduos aumentaram 3,6%. A agropecuária segue como uma das principais fontes de emissões no país, responsável por dois terços das emissões brutas brasileiras e por quase 60% das emissões líquidas.
Confira o relatório completo aqui.